sexta-feira, maio 05, 2017

O Legislativo e os Donos do Poder.

" comprometimento de vereadores".

Segundo publicado no dia de hoje (05), na Coluna Radar de Adriano Sousa - do Jornal Gazeta do Triângulo, com o título "Onde há fumaça...", lê-se:


"[...] Na terça-feira 2, os rumores estavam fortes sobre a ida do vereador Leo Mulata (PP) para a base do prefeito Marcos Coelho (PMDB); fato confirmado por ele à Radar. As costuras estavam sendo feitas pelos vereadores Levi Siqueira (PMDB) e Wesley Lucas (PPS) [...]".

Assim sendo, amigos leitores e seguidores deste blog, não poderia deixar de citar um trecho importante do livro :"O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil", organizado por Josmar Verillo e Nicole Verillo, onde lê-se, em sua página 54, o seguinte:




"[...] Uma forma de Prefeitos corruptos obterem apoio para os seus esquemas é buscando, de forma explícita ou sutilmente, o comprometimento dos vereadores com o desvio de dinheiro público.  O envolvimento pode se dar de forma indireta, por meio de compras nos estabelecimentos comerciais do vereador ou de seus parentes, e esses por sua vez retribuem o favor apoiando o Prefeito em seus atos. Outras maneiras que o alcaide usa para ganhar a “simpatia” de vereadores é pelo oferecimento de uma “ajuda de custo”, ou pela nomeação de parentes dos membros do Legislativo Municipal para cargos públicos e outras práticas de suborno e nepotismo. Há ainda os casos em que os vereadores participam diretamente do esquema de corrupção, sendo recompensados por seu silêncio com uma importância mensal paga pelo Prefeito. São os chamados “mensalinhos”.
Tais vereadores são contrários a qualquer tipo de investigação que se proponha contra o Prefeito. Qualquer apoio desses vereadores a processos que apurem irregularidades na Prefeitura (como criação de CPIs, processos de cassação etc.) traria como consequência a revelação de seu envolvimento. Prestem atenção à independência dos vereadores em relação ao executivo. O vereador não pode ser submisso ao Prefeito. 
Se ele assim agir, pode ter sido cooptado para acobertar atos de corrupção. O vereador é, acima de tudo, um fiscal do executivo e não pode abdicar desse papel [...]".

 Em um município, como Araguari, onde os atores políticos são estigmatizados pelas suas posturas, em cobrar do legislativo e do executivo, certos vereadores deitam e rolam, aproveitando-se ao máximo das "vantagens" recebidas por serem  "base do prefeito na câmara". 

Já, por outro lado, aqueles que não são "base" ou se intitulam "oposição", usam e abusam dos meios de comunicação de massa para se fazerem ouvir e/ou aparecer, promovendo uma verdadeira "gritaria", uma vez que não recebem, porventura, privilégios advindos do poder executivo.

No entanto, quem perde sempre é a população, pois neste jogo de interesses, onde nossos políticos buscam tirar proveito das situações políticas do momento e daquilo que encontram à sua disposição, os interesses do povo sempre serão colocados em segundo plano, ou não, desde que seja conveniente e/ou de resulte em algum ganho para os  "donos do poder".